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01 de outubro de 2026
Dólar fica praticamente estável em setembro, mas volatilidade exige atenção dos exportadores
Moeda encerrou o mês próxima de R$ 5,17, após oscilar entre R$ 5,09 e R$ 5,23; juros nos Estados Unidos, petróleo e cenário brasileiro estiveram entre os fatores que movimentaram o câmbio
O dólar encerrou setembro praticamente estável frente ao real, depois de registrar alta de 2,17% em agosto. Segundo a Agência Brasil, no último pregão do mês, a moeda norte-americana fechou próxima de R$ 5,17, com leve recuo acumulado em setembro. No ano, a divisa mantém queda de aproximadamente 5,75%.
Fonte: Valor Econômico.
A estabilidade no resultado mensal, entretanto, esconde as oscilações ocorridas durante setembro. De acordo com o UOL Economia, o dólar iniciou o período próximo de R$ 5,18 e chegou a variar entre cerca de R$ 5,09 e R$ 5,23. Entre os fatores que influenciaram esse movimento estiveram as expectativas para os juros nos Estados Unidos, a alta do petróleo e, no mercado doméstico, a política monetária e o cenário eleitoral brasileiro.
Os Estados Unidos permaneceram no centro das atenções do mercado ao longo de setembro. Dados de atividade econômica e inflação alteraram as expectativas sobre a trajetória dos juros americanos, com reflexos sobre o dólar e as moedas de países emergentes.
Conforme informou a Agência Brasil, no último pregão do mês, a divulgação de dados de inflação abaixo das expectativas reduziu a pressão por novas altas de juros pelo Federal Reserve e contribuiu para a valorização do real. O índice PCE, uma das principais referências de inflação utilizadas pelo banco central norte-americano, apresentou resultados abaixo das projeções do mercado.
Outro fator importante foi o petróleo. A valorização da commodity em diferentes momentos do mês voltou a alimentar preocupações com a inflação global e com a manutenção de juros elevados nas principais economias. Segundo o UOL Economia, o Brent chegou a superar US$ 100 durante setembro, adicionando volatilidade aos mercados.
No Brasil, de acordo com o UOL Economia, as expectativas em relação à política monetária, aos indicadores fiscais e ao cenário eleitoral também estiveram entre os elementos acompanhados pelos investidores. No fechamento do mês, a formação da Ptax, taxa de referência utilizada em diferentes operações financeiras e contratos, ampliou as oscilações no último pregão.
Para empresas exportadoras, o comportamento de setembro reforça a importância de acompanhar não apenas a variação acumulada do dólar, mas também as oscilações ocorridas ao longo do mês.
Mesmo terminando setembro praticamente no mesmo patamar em que começou, a moeda percorreu uma faixa de aproximadamente R$ 0,14 entre a mínima e a máxima registradas no período. Essa diferença pode interferir na conversão das receitas obtidas em dólar para reais e, consequentemente, nas margens e nas decisões relacionadas ao momento de fechamento do câmbio.
O resultado também mantém um cenário menos favorável à conversão das receitas externas quando comparado ao início de 2026. Ainda segundo a Agência Brasil, após nove meses, o dólar acumula queda de aproximadamente 5,75% frente ao real.
Para os próximos meses, fatores como a trajetória dos juros norte-americanos, inflação, petróleo e cenário econômico brasileiro devem continuar no radar. Para o setor madeireiro, que tem parcela relevante de suas operações vinculada ao mercado internacional, acompanhar essas variáveis é fundamental para avaliar preços, margens e estratégias comerciais.