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11 de dezembro de 2025

Exportações de madeira recuam em novembro

As exportações dos produtos madeireiros acompanhados pela WoodFlow apresentaram redução de 8% em volume e de 13% em valor, em novembro de 2025, na comparação com o mês anterior. Na análise com o mesmo período do ano passado, a redução é de 11% e 27%, respectivamente. 

“A redução era esperada tendo em vista as condicionantes geopolítica e econômica global, como as tarifas e também a, até então, possível exigência de diligências para o EUDR.”, destacou o CEO da WoodFlow, Gustavo Milazzo. 

Fonte: WoodFlow com dados ComexStat

Em novembro, no total de todos os destinos, o principal produto exportado foi a madeira serrada de Pinus, com US$ 47,1 milhões, seguido do Compensado de Pinus, com US$ 37,2 milhões.

Participação dos EUA X Tarifas

Ao comparar os dados mês a mês, é possível observar que houve uma certa corrida pelos produtos entre os meses de fevereiro e junho, meses em que ainda não havia a aplicação de tarifas de importação pelos EUA aos produtos brasileiros. Quando estratificado por país de destino, a madeira serrada de pinus, por exemplo, chegou a US$ 27,6 milhões em março, enquanto em novembro somou apenas US$ 8,2 milhões. 

Para o compensado de pinus destinado aos EUA o movimento foi o mesmo. O produto chegou a somar US$ 36 milhões em março, enquanto em novembro foram exportados apenas US$ 2,7 milhões com destino àquele país. 

“A participação dos EUA na compra dos produtos brasileiros ainda está perto de um terço, tanto para a madeira serrada quanto para o compensado de pinus, no acumulado do ano. Porém, ao analisar a participação mensal, ela caiu de 38%, em março, para o compensado de Pinus, para apenas 7%, em novembro. Já a madeira serrada de pinus saiu de 43% de participação dos EUA, em março, para apenas 19%, em novembro", completou Gustavo.

Resiliência e futuro

Na perspectiva do CEO da WoodFlow, a expectativa, no começo de 2025, era para termos um ano com volumes e valores superiores aos de 2024. Porém, em novembro, os volumes embarcados ficaram 2% abaixo do do acumulado do mesmo período do ano passado. 

“2025 se mostrou um ano desafiador que exigiu muita resiliência dos exportadores brasileiros. Para 2026 esperamos que as questões políticas e tarifárias aplicadas ao Brasil sejam abrandadas. Também temos boa expectativa de embarques para a Europa, com o adiamento do EUDR", finalizou Gustavo.

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