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02 de junho de 2025

Dólar encerra maio em alta frente ao real

O dólar terminou o mês de maio em alta frente ao real, cotado a R$ 5,7180 na venda, segundo dados do Valor Econômico. No último pregão do mês (30/05), a moeda americana subiu 0,91%, acumulando valorização de 0,72% em maio.

Fonte: Valor Econômico

Fatores que afetaram a moeda em maio

A formação da Ptax — taxa de câmbio calculada pelo Banco Central com base nas cotações praticadas pelos dealers — foi um dos principais fatores que influenciaram a oscilação no fechamento mensal. Tradicionalmente, o processo de apuração da Ptax no último dia útil do mês provoca forte volatilidade no câmbio, por conta da atuação de exportadores e grandes players do mercado futuro. (Fonte: Valor Econômico).

Outro fator de pressão veio do cenário internacional. Ainda segundo o Valor Econômico, declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusando a China de descumprir compromissos comerciais, aumentaram a tensão entre as duas maiores economias do mundo. Esse novo episódio elevou a aversão ao risco global, o que costuma prejudicar moedas de países emergentes como o Brasil e favorecer o dólar em nível global.

No cenário doméstico, incertezas fiscais também contribuíram para o enfraquecimento do real. O portal UOL Economia destacou que medidas em discussão, como o possível aumento do IOF sobre operações de crédito e os sinais de dificuldade para o cumprimento da meta fiscal, aumentaram a percepção de risco entre investidores, ampliando a demanda por proteção cambial e pressionando o câmbio.

Perspectivas

Apesar disso, há analistas que enxergam espaço para uma recuperação da moeda brasileira. Flavio Ogochi, gestor da AZ Quest, afirmou ao Valor Econômico que, no cenário internacional, o dólar pode continuar a perder força nos próximos meses. Essa tendência global, aliada à taxa básica de juros ainda elevada no Brasil, pode favorecer a entrada de capital estrangeiro e ajudar na valorização do real — desde que não haja deterioração fiscal significativa no país.

Dessa forma, embora o dólar tenha se valorizado em maio, o comportamento futuro do câmbio dependerá de uma combinação de fatores, incluindo o andamento das negociações fiscais no Brasil, os desdobramentos da tensão entre EUA e China e o movimento dos juros internacionais

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